Perde-se nos anos 80, talvez até antes a história desse local que como as demais estórias e lendas de Ilhabela, tem seus mistérios e verdadeiros enigmas.

Quem inventou o Borrachudo? (o sanduíche não o inseto...)
Quem pediu um Bauru sem tomate?
Quem se recusou a servir cerveja gelada para uma autoridade, alegando que as poucas que tinham eram dele, proprietário do local?

Mistérios a parte, o fato é que no início dos anos 80, WILSON BURGUER era o nome do local. A construção pouco mais era do que a própria obra original do prédio.

No final do ano de 1984, um novo desbravador das ilhas e bares do sul veio aqui dar com os costados, mudando seu nome para LELEO (... isto mesmo, leia-se lê...le...ôôô ...).

Quis o espírito aventureiro do novo proprietário, que sua aventura sanduichífera-comercial não lograsse êxito, com o que em fins do ano seguinte na semana de 7 de setembro, passou a bola(digo, o ponto) para os primeiros borrachudos da linhagem, LORE e Neto.

Nascia então o Borrachudo nome e local que perduram até hoje.
Com essa razão social, expressão esta muito bem aplicada, pois o Borrachudo tem a razão de sua existência e de sua gastronomia totalmente integradas na sua função social de reunir amigos, aplacar a sede e a fome de seus frequentadores e até mesmo da formar gerações desses frequentadores em seu balcão e mesas.
Hoje vemos o vovôs e vovós contarem aos seus netinhos, sobre suas façanhas ao tempo do WILSON e sucessores.

Boa parte dessa tradição, foi criada pelo amigo MARINO (segundo sucessor na linhagem dos Borrachudos e aquele que até hoje mais permaneceu no poder).
Ali ele criou seus filhos e fez sua vida, deixando também ele Marino um mistério insolúvel para trás...
Ele seria Borrachudo pela linhagem do estabelecimento ou pelo fato de incomodar clientes, passantes e amigos ???

Há cerca de alguns carnavais passados, novos aventureiros sanduichíferos assumiram a saga do Borrachudo, dando-lhes novas decorações, acomodações e trazendo novidades gastronômicas.
Hoje temos em Ilhabela um lugar, que além de toda a carga emocional e histórica que traz consigo,apresenta na qualidade de seus produtos e na sua prestação de serviço, um diferencial que torna o Borrachudo um dos principais pontos de encontro da cidade.

Vida longa ao Borrachudo, que seus freezers jamais nos faltem, que seus sanduíches jamais se acabem, que a alegria de compartilhar nossos momentos em suas mesas seja para sempre, uma eterna lembrança.

Eduardo Casalli. Fev/2006